No Facebook do fotógrafo Adriano Rosa, estão disponíveis as fotos do Caipirapuru 2010. Clique aqui para visitar!
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Estar em Irapuru nestes dias é reencontrar a identidade e a diversidade da cultura ligada à música caipira, encontrar-se e sonhar um mundo possível;
Violeirando e sonhando, mas com o pé no chão. Olhos abertos à realidade e, principalmente, sem perder o ideal.
Luiza S. R. Conceição
Ela representa a expressão da alma. Nos alegra desde o som, com o som que tiramos das cordas do nosso cabelo. A arte da música inspirada e em cada momentos e condições da vida. A alma canta: pelo canto, pela reinvindicação protestando, para o amor e para a dor. Cada corda tem o seu som e seu valor. Através das junções das cordas e suas sonoridades: o matuto, o caipira, o lixeiro, o professor, o enfermeiro, nas igrejas e templos, os doutores e intelectuais, se curvam diante das milagrosas cordas. No sentimento universal, emocionalmente se juntando com as cordas do coração. A viola e o violão são as nossas raízes, nossa cultura, fervem em nossas veias. Pena que poucos as valorizam, dando espaço as culturas estrangeiras. Vamos ser e viver o nosso nacionalismo, vivendo e cantando as nossas raízes puras, verdadeiras e sinceras.
Maria Eloá Dias Sayão
Sua cultura raiz, que é constituída de: fala, escrita, música, canto, dança e culinária.
Quando uma pessoa perde seus valores culturais, sua raiz cultural, se perde como indivíduo.
Nosso país tem dimensão continental. Nossa raiz mãe é a que os europeus designaram: indígenas. Aí vieram os invasores (que chamamos de colonizadores) portugueses, holandeses, que por sua vez trouxeram os africanos que se instalaram (a força, como escravos) mais ou menos de Pernambuco a São Paulo. Depois italianos, no centro sul, os alemães e poloneses no sul, espanhóis e alemães no noroeste e norte. Isto mais ou menos a grosso modo de demonstrar.
Logo, a nossa cultura raiz é a miscigenação de índio x português, português e negro, índio e negro, e depois as outras raças. Isto fez com que a nossa cultura ficasse muito rica e tudo isto estava ligada a agricultura. Para que possamos revitalizar nossas raízes, necessário se torna que cada seguimento da cultura se aglutine e divulgue às novas gerações, seus valores culturais.
Aqui estamos reunidos para tornar conhecidos ao nosso povo à viola e seus derivados, seu canto, para que possamos nos identificar como nação, como povo. E tornar conhecido aquilo que é nossa raiz e que ao longo dos tempos foi se banalizando e até criando sentimentos de inferioridade dentro de cada individuo. Nossa raiz cultural é o nosso tesouro mais precioso, que devemos defender, cuidar e ostentar para os outros povos, com orgulho.
Se tivermos orgulho de quem somos, de onde viemos, caminharemos como nação, cresceremos. Do contrário, daqui a umas tantas gerações, poderemos estar vivendo dentro de um Brasil que não é nosso (porque assim não queremos nos identificar) mas os outros povos também não nos reconheceram como pertencentes a eles.
Mas graças a essa miscigenação, creio que isto não acontecerá se cuidarmos de nossa raíz, porque ela é muito forte.
Maria Saléte Sayão Sálvia
Horário: 10h as 12h
Local: Tenda principal
Participação pública livre
Realizamos uma prosa sobre os editais na área de cultura: Ponto de cultura, Proac, Petrobras entre outros. Apresentamos a experiência do ponto de cultura “Coisas da Prosa”, entidade Prosa na Serra – Iporanga/SP, que é uma ação das comunidades caboclas e quilombolas na área de audiovisual e cultura tradicional. Abordamos a importância de ter a vivencia e o fazer efetivo de um projeto cultural. Além disso foi pactuado a continuidade das relações construidas no Caipirapuru.
Maria Titi Rubio – Prosa na serra
Palco aberto
Horário: 17h as 19h
Local: Tenda principal
Inscrição com a comissão
Apresentação de violeiros e cantadores
Horário: A partir das 19h
Local: Tenda principal
A importancia da viola na conscientização da sociedade quanto a sua indentidade, sua responsabilidade com o meio e na formação como cidadão responsável com o outro.A viola sempre foi e é democrática em permitir que todas as manifestações da cultura popular seja permitida ao seu “redor”. A viola é uma bandeira, um símbolo da identidade da cultura tradicional sobretudo brasileira.
Zeca Collares
Além das apresentações e comidas e artesanatos e encontros pessoais e música e violas, teve uma roda de prosa muito produtiva entre os violeiros. O questão mais importante, me parece, que aconteceu foi o Pereira da Viola, na condição de presidente, disponibilizar a Associação Brasileira de Violeiros para o registro de regionais estaduais. Uma idéia transformadora que pode agregar muita força à categoria dos músicos de raiz. A organização é uma das prioridades mais importantes pra esse universo profissional. Seria uma forma forte de solicitar do poder público uma representação mais orgânica desses artistas raízes que encontram muita dificuldade em apresentar seus trabalhos. E chegar até a iniciativa privada com torque suficiente pra conquistar apoio financeiro aos seus projetos. Esse assunto deverá permear todas as Violeiras que se pretende realizar neste ano de 2011 em doze municípios paulistas. Todo violeiro tem que estar atento ao assunto e participar com muito garbo e vigor. A viola é instrumento musical muito especial e merece a dedicação de cada um no sentido de viabilizar acesso aos ouvidos brasileiros. Além dos caipiras, os de todas as regiões.
Reinaldo VolpatoCineasta e corda de viola
Debate sobre a viola caipira, histórico, origens, papel na preservação da cultura caipira e viola na mídia.
Café com Dedim de Prosa (Debate)
Horário: 10h as 12h
Local: Tenda principal
Participação pública livre
Oficina de toques de viola
Horário: 14h as 16h
Local: Tenda principal
Participação pública livre
Oficina de reparos de viola caipira
Horário: 16h as 18h
Local: Tenda principal
Participação pública livre
Apresentação de violeiros e cantadores
Horário: A partir das 19h
Local: Tenda principal